Os empregos do futuro – e do presente – e a educação

Você já ouviu falar de STEM? Ele nada mais é que um acrônimo, em inglês, que significa – em português – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, relacionado, essencialmente, à educação e à aprendizagem com tecnologia e inovação.
 
No Brasil, costumamos dizer que ele se relaciona à área de exatas. Há, também, um outro relacionado a esse, que é o STEAM, onde o “A” significa Arte – em português -; desse modo, temos uma área que incorpora o que chamamos de “humanas” na anterior de “exatas”, contribuindo para uma maior interdisciplinaridade e contextualização da aprendizagem.
 

Mas, por que começar esse post pelo acrônimo STEM? Porque alguns especialistas dizem que os empregos migrarão, num futuro não muito distante, para profissões relacionadas a ele.

E sobre IoT e AI? A IoT e a AI – Internet das Coisas e Inteligência Artificial, em português respectivamente – já estão aí e fazem parte do nosso cotidiano, ainda que muitos não as percebam.

Nos próximos anos – talvez de 3 a 5, segundo alguns especialistas -, a IoT e a AI estarão mais intensamente presentes em nossas vidas, acabando com algumas profissões – não só as conhecidas como de baixa qualificação (e isso me parece muito importante de se saber) – e criando outras – que, ainda, não se sabe quais serão.
 
Aí é que entra a inovação educacional, tão importante no mundo que vivemos. Metodologias ativas, tecnologias, e o STEAM já são – e deverão ser cada vez mais – utilizadas para desenvolver senso crítico, criatividade, resolução de problemas INÉDITOS, comunicação, colaboração, entre outras competências e habilidades e, desse modo, certamente, prepararão indivíduos para esse futuro certo – ele acontecerá – e incerto – não se sabe exatamente como -, onde será importante saber lidar com a IoT e a AI no nosso cotidiano.

O emprego não terá o mesmo formato que tem hoje, assim como as empresas e os serviços. Portanto, a chave é preparar-se para o incerto, por mais estranho que isso possa parecer. E isso “mexe” – ou deve “mexer” – com todos os envolvidos nos processos educacionais.

Na minha opinião, aliás, não faz mais sentido, na educação, se falar em exatas, humanas e biológicas, a não ser para finalidades mais burocráticas. A interdisciplinaridade e a contextualização já são em determinada medida – e continuarão a ser – partes importantes do mundo do trabalho que vivemos; se isso for verdade, qual será o sentido de dividir o que se apresenta a nós como um todo, na linha de um dos vieses do pensamento de Edgar Morin? Esse tipo de divisão, em algum momento, pode, até, ter feito sentido; hoje, não vejo como possa fazê-lo num modelo de educação contemporâneo.
 
Dado o que foi exposto, julgo importante fazer uma colocação final: temos um “plano/projeto”, ao menos pensado por alguns, para as próximas gerações na linha da inovação e da preparação para o incerto; mas, e as gerações que já estão no mercado de trabalho e que, também, sentirão/vivenciarão os efeitos dessa disrupção?
 
Na minha modesta visão, creio que todos devem se informar o quanto antes e o mais que puderem sobre esses temas lendo, assistindo a vídeos – há vários deles na internet de muito boa qualidade no nível das discussões -, fazendo cursos relacionados, e participando, quando possível, de debates presenciais com especialistas em congressos e eventos relativos ao tema.
 
A palavra-chave, nesse caso, é a capacitação. Paralelamente a isso, buscar informações que gerem, de fato, conhecimento para fazer jus ao nome que alguns dão à nossa era: “do conhecimento”. Nunca uma palavra me pareceu tão oportuna, verdadeira, atual, necessária, e presente na vida das pessoas como essa: conhecimento.
 
Em outras palavras: devemos passar, principalmente na web e nos aplicativos que utilizamos diariamente, de consumidores para produtores. Isso está cada vez mais evidente e cristalino para mim e para muitos estudiosos no assunto com os quais convivo. Portanto, por mais que esse processo seja difícil e que esse caminho pareça de travessia complicada, ele me parece inevitável.
 
Quem não se “mexer” nesses tempos que virão – e bem mais rápido do que se possa imaginar -, ficará “para trás” e, num mundo cada vez mais tecnológico e competitivo, os lugares serão reservados para quem estiver preparado para utilizá-los.
 
Para conhecer mais sobre o tema, indico uma interessante matéria da Folha de São Paulo.

Boa leitura e ótimas reflexões!
 
Prof. Carlos Sanches

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